26 março, 2019

A história da tatuagem


Hoje um símbolo de personalidade, de estilo e de rebeldia. A tatuagem tem uma história longa entre diversas culturas e sociedades. Um registro muito famoso é do capitão inglês James Cook, quando o mesmo tentava um contato com os nativos do Taiti. O povo nativo daquela ilha tinham o hábito de marcar a pele de "tatau", como chamavam essa técnica por conta do barulho que faziam os instrumentos utilizados.

Contudo os taitianos não são a primeira constatação de marcações definitivas na pele. Ötzi, a múmia de Similaun, com cerca de 5300 anos, contava com 50 tatuagens pelo corpo. Os estudiosos acreditam que teriam significados religiosos. Além disso existem registros entre os egípcios e os pictos.

No Brasil diversas tribos indígenas tatuavam o corpo. Os waujás e os kadiwéus são exemplo de povos que tinham essa expressão na sua tradição.

A popularização contemporânea teve início com os marinheiros ingleses, que ao ter contato com os polinésios acabaram por difundirem essa prática pelo mundo. Âncoras, embarcações, mulheres, feras do mar, essas eram tatuagens clássicas entre eles, justamente por serem coisas que faziam parte das suas vidas. Como eram pessoas do baixo escalão social as tatuagens foram tomando conta dos guetos, prostíbulos e tavernas. Em muitas vezes tatuados faziam parte de números circenses freaks.

Só a partir da segunda metade do século XX a tattoo foi se fundindo na cultura ocidental. Ligada a artes e jovens com atitude contestadora, descolada e informal a tatuagem tornou-se símbolo de ousadia e personalidade.

Atualmente já está presente não só entre jovens e marginais. Virou uma arte universal que vem quebrando preconceitos e se estabelecendo de vez como parte natural da expressão humana.

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